28 Maio 2006

Ainda a 7ª Arte


Roubei" esta imagem daqui, achei um desafio engraçado! Aí estão inseridos referências a 100 filmes e vocês só têm que os descobrir...
Boa sorte!!!



Para os mais curiosos.

Sonhos

Hoje acordei tranquila, com um sentimento que só consigo descrever como quente. Fiquei a pensar o porquê de me sentir tão bem, cheguei à conclusão que teve a ver com vários factores. Ontém à noite tive uma boa conversa ao telefone, depois vi um filme que gostei muito, a seguir pus uma música que adoro, deitei-me, li, adormeci e... sonhei! Sonhei a noite inteira com a mesma pessoa, passando por momentos felizes da minha vida, reencontrando-me com pessoas que me marcaram de uma forma positiva, chorei, ri, senti angústia, calma, bem estar; acordei de manhãzinha e vi o sol a brilhar lá fora, quis voltar a adormecer e continuar o sonho (aquelas coisas que são como raridades de tão díficei de conseguir) e consegui. Voltei ao sonho, aos momentos bons e aquela sensação de porto seguro. Acordei horas mais tarde bem disposta por ser domingo, não ter quase nada para fazer e com vontade de ficar em casa todo o dia, de pijama a cozinhar, ouvir música, ler, ligar à minha mãe e ficar a falar com ela durante horas, falar com um amigo de quem se tem saudades, à noite ver um filme com uma bebida quente e voltar a adormecer com baterias recarregadas para mais um início de semana.

27 Maio 2006

7ª Arte (4)

Para celebrar o Dia Mundial da Criança que está aí à porta decidi falar de um filme para crianças... e adultos!!! Eu não sou daquelas pessoas que vai ao cinema ver os filmes da Disney, sei lá, já me passou a fase. Mas uma vez por outra lá vou! Este vi em DVD e achei... amoroso!


A história é simples, a fonte de energia da cidade dos monstros é gerada pelos sustos pregados às crianças do "nosso" mundo. Quanto maior o susto maior a energia. Mas o que as crianças não sabem é que o maior pesadelo dos monstros é ser contaminado (ou seja, ter qualquer contacto com as crianças) por uma delas. Imaginem então o caos que se instala quando uma das crianças aparece em "Monstrópolis"... Um filme divertido, leve, onde há os monstros bons e os maus (adivinhem lá quem é que vence no final?!). Monsters, Inc!

26 Maio 2006

Esta grande fé que move Portugal (sim porque só mesmo a fé!)

Desculpem lá, eu não sou de me meter nestas coisas mas irrita-me. Tanta coisa, tanta coisa a selecção sub-21, outra geração de ouro, agora é que vai ser, patati-patatá e é o que se vê. Mas porque é que não ficam caladinhos e esperam em vez de lançarem os foguetes antes da festa?! Agora olhem, apanhem as canas...

25 Maio 2006

As receitas mágicas!

Na continuação do post anterior e já mais bem disposta.
Achei (e agradeço desde já) engraçado os diferentes comentários e sugestões deixados. Estava eu a responder a um deles e ocorreu-me as várias e diferentes maneiras que as pessoas têm de reagir às situações quando, por uma razão ou por outra, se sentem menos bem com a vida. E como isso acontece a todos uma vez por outra, lembrei-me, queiram deixar as vossas "receitas mágicas" de como ultrapassar um/uns dias menos bem dispostos!

24 Maio 2006

Nada. Apenas o vazio.

Ando numa daquelas fases em que tudo é um grande "bolo" de vazio... Não fui muito explícita. Quando as coisas vão acontecendo sem que nós demos por isso, que nos passam um bocadinho ao lado e nós não nos preocupamos muito com isso. Estou assim. Não sei. Como um amigo diria com ar de enjoado "não sei o que é que trago hoje, que só me apetece rir".

Não me parece que o post esteja a fazer grande sentido, mas assim como assim, a minha vida também anda meio confusa!

18 Maio 2006

7ª Arte (3)

Esta semana estou sem inspiração para a escolha de um filme por isso decidi falar sobre um que vi há pouco tempo e que por várias razões mexeu comigo. Eu não sou muito dada ao "êxitos de bilheteira" mas há alguns que surpreendem, este foi um desses casos. Apresento-vos Closer.

Este filme não é mais que um olhar honesto sobre as relaçoes modernas. Baseado na peça de teatro com o mesmo nome, escrita por Patrick Marber e adaptado para o cinema pelo realizador Mike Nichols, tem como cenário Londres. Esta é a história de quatro estranhos: Anna (Julia Roberts), Dan (Jude Law), Alice (Natalie Portman) e Larry (Clive Owen) e os seus encontros casuais, atracções e traições. É curioso ver o timing de vários anos que o filme abrange e a forma como os "saltos" no tempo são feitos. Este filme faz-nos questionar o verdadeiro significado da estar perto numa relação entre duas pessoas.
De destacar é também a música. Maioritariamente clássica, encontra-se extramamente bem inserida no ritmo do próprio filme.

16 Maio 2006

O sexo dos anjos

Tenho andado a observar mais atentamente as relações entre homem e mulher e é como diz o outro: não sei se ria se chore! Temos para começar um conjunto de "reacções tipo" tanto da parte de um como de outro.

ELA
Quando ela, por um qualquer motivo que lhe pode ou não ser absolutamente desconhecido, está chateada e ele (simpático) diz que lhe liga, ela vai concerteza responder que está bem e na sua mente vai estar a pensar "anda liga que eu não te atendo" mas claro que se ele não lhe liga (e atenção que ela não ia atender!) é um drama.
Depois, elas podem dizer que está tudo bem mas a vingança é um prato que se serve frio...
Eles por sua vez têm sempre imenso que fazer mas se se trata de sair com os amigos arranja-se sempre um restício de energia. E não vale a pena argumentarem o contrário, eles vão sempre acabar por levar a deles avante. Porque eles querem estar connosco mas não conseguem estar concentrados, ou porque lhes custa (mesmo que nós sublinhemos que não nos importamos) saber que estamos ali mas que não nos podem dar atenção pois para isso mais vale estar longe.

ELE
Mas não é só a nós que nos incomodam certos traços da personalidade masculina, não! Nós também temos os nossos. Estão muito bem a falar ao telefone e eles dizem que têm que desligar, a nossa resposta: "está bem", o nosso pensamento: "anda vai, também já tinha terminado".
Quando eles dizem "eu gosto de te telefonar, mas não quando tu me dizes liga-me mais logo", mas têm o cuidado de acrescentar que "claro que posso sempre mandar só uns beijinhos", mas é pela pressão que isso lhes parece causar. E, ok eu admito, nós responderiamos "vou tentar mudar isso" mas iriamos pensar: "não ligues e logo vês o que te acontece!". É que é fatal como o destino, não conseguimos evitar...

O curioso disto é que ambos parecem ter conhecimento desta lógica de pensamento. Então, e por mais que tente encontrar a explicação não consigo, donde é que vem o desentendimento?

A loucura total...


Estava eu a ouvir a rádio (uma das poucas coisas que me faz sentir mais perto do nosso rectângulo!) quando oiço um anúncio espantoso: Se formos fazer compras à Capital do Móvel (Paços de Ferrerira está claro) e Portugal for campeão do mundo eles devolvem o dinheiro que as pessoas lá gastaram desde agora até Junho.
Ora, eu não quero desmoralizar o pessoal porque eu até sou daquelas pessoas optimistas, mas quer dizer, não vamos exagerar! É que eu não sei o que eles esperam, ou desmoralizar os portugueses (porque toda a gente sabe que se eles acreditassem mesmo que iamos ser campeões nunca fariam esta campanha, qu'eles não são parvos!!!) ou então são daqueles nortenhos fanáticos que têm uma fezada descomunal... eu nem sei em quê ou em quem!!! E aparentemente não é só este anúncio que parece louco, eu decobri mais denúncias aqui pela blogosfera.
Esta gente fica trantornada quando se fala em futebol.

15 Maio 2006

Um mundo novo...


Fui no outro dia à biblioteca buscar um dvd e um livro. Ora o facto de eu ter ido à biblioteca só por si é estranho, ter trazido um livro ainda mais!

Lembro-me de ir à biblioteca municipal quando tinha os meus 8/9 anos, era um edifício de granito, ambiente pesado, cheiro a mofo, prateleiras altas de madeira escura, forradas com centenas de livros e silencioso... muito silencioso. Eu acabava sempre por trazer uma carrada de livros; e lembro-me também de haver na praia aquelas bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian (que, como tudo o que é bom no nosso maravilhoso país, acabaram...). Já não me recordo o porquê nem quando deixei de frequentar bibliotecas. A partir de certa idade comecei a gostar de ter os meus livros, folheados por mim, marcados pelos sítios ou circuntâncias por mim vividas. Mas quando abri o livro assaltou-me o sentimento oposto aquele que me acompanhava durante tantos anos a comprar livros. Primeiro, a biblioteca de hoje não é como eu a recordava; para além de livros há ainda: livros noutras línguas, cds, dvds, computadores com acesso à internet e todo um conjunto de novas tecnologias que torna a pesquisa a todos estes intens bem mais simples. E depois os livros, aquela sensação que o livro que eu requesitei já passou por uma quantidade considerável de mãos, de vidas, de sorrisos e lágrimas. Dei-me conta que os livros de uma biblioteca contêm histórias dentro de histórias.

Acho que vou por lá passar mais vezes e, quem sabe, ficar um pouco. Respirar um ar não tão pesado como o de antigamente, tomar um café e até dar dois dedos de conversa!

12 Maio 2006

7ª Arte (2)

Esta semana trago-vos um filme do qual só tomei conhecimento há pouco menos de um ano mas que se tornou, rapidamente, num dos meus favoritos. Muitas vezes gosto bastante do filme mas o final desilude-me, com este, acontece precisamente o contrário, é (na minha modesta opinião) o final mais bonito alguma vez feito na história do cinema. Falo então de "Cinema Paradiso".


Quem não se lembra de Toto, esse menino com cara de anjo e alma de diabrete (ou será o contrário?!). Toto, agora um homem, recebe a notícia do falecimento do seu grande amigo Alfredo, o projecionista do cinema da aldeia onde tinha nascido. Toto regressa à sua aldeia natal e, em forma de lembrança, revê toda a sua infância e juventude (tempo do pós-guerra em Itália) passadas nesse mesmo cinema tendo Alfredo como seu "mestre". Vêm à memória o início da paixão pelo cinema, as travessuras de infância, os (des)amores de adolescência, histórias por terminar...
Realizado por Giuseppe Tornatore em Itália, nos finais dos anos 80. Com música de Ennio e Andrea Morricone, contém um magnífico tema de amor que se repete como que um
leitmotif.

10 Maio 2006

Singlering

Às vezes fico sem saber o que postar aqui pelo blog, mas as ideias lá vão surgindo! Esta veio através do noticiário e achei que era digna de realce.
Chegou mais uma ideia comercial brilhante: o anel de solteiro ou singlering. Um produto de autoria sueca que pretende demonstrar que está solteiro e que está satisfeito com esse facto. Tudo muito bonito, mas o que me intriga é que o anel brilha à noite. Ora, se o anel é para transmitir a ideia que se sente bem com o facto de ser solteiro, primeiro, porquê usar um anel?; segundo, não podia ser uma coisa mais discreta, que não precisasse de brilhar até no escuro?
Agora imaginem-se numa discoteca ou num bar, estão a dançar e vêm algo a brilhar, é uma pessoa que está a usar o singlering, o que é que vocês pensam? Eu cá pensaria "olha, está ali alguém a querer chamar a atenção de outro alguém...".

Enfim, para mim, esta ideia é para pessoas que querem chamar a atenção de outras (e quando se recorre a um anel para esse fim, é porque não se sente assim tão feliz na condição de solteiro).

08 Maio 2006


Em conversa com um amigo descobri um pequeno país que despertou a minha atenção pela sua descrição e esforçada tentativa de se manter distante do restante Mundo. Não me parece que seja um país subdesenvolvido, bem pelo contrário, tendo sido o primeiro país no Mundo a proibir a venda de tabaco, bem como qualquer actividade relacionada com este. Penso antes que se tenta preservar dos execessos em todas as suas variantes.
Falo então do Butão! País situado na Àsia, entre a China e a Índia, Himalaias, a capital é Thimphu, a língua oficial Dzongkha, com cerca de 750 mil habitantes, a sua principal fonte de rendimento é a agricultura mas o maior objectivo do governante (chefe religioso ou monarca) é a felicidade do seu povo! E parece ser aí que se encontra a explicação para que um país tenha um FNB ou "Felicidade Nacional Bruta", algo semelhante ao PIB - Produto Interno Bruto mas de felicidade. E segundo economistas japoneses eles são exemplo para o resto do Mundo.
Ora, quando um país tem um medidor de felicidade (e este é mais importante que o monetário) não é difícil de imaginar a forma de vida daquela gente. Assim, deixa-nos a pensar o que será mais importante, se toda esta modernização louca ou tempos idos em que o conforto não era tanto mas que a qualidade de vida era, sem sombra de dúvida, superior.

05 Maio 2006

Post semanal- 7ª Arte

Ontém fui ao cinema, até aí, nada de especial. Mas, deu-me uma ideia para o blog. Cinema é uma das coisas que eu mais gosto e então pensei "nada melhor que fazer um post semanal dedicado à 7ª Arte!". Ora vai daí, decidi por mãos à obra! Começo pelo filme que me deu esta ideia e que aconselho vivamente.


O filme chama-se "Fresa y Chocolate" do realizador Tomas Gutiérrez Alea. Baseado na obra literária "El Lobo, el bosque y el hombre nuevo" de Senel Paz, música maravilhosa de José María Vitier, passa-se em Cuba e retrata, precisamente, a sociedade cubana por volta dos anos 70; os preconceitos, a religião, a censura (sobre toda e qualquer forma de criação artística), os E.U.A. visto como o inimigo.
A história passa-se entre um estudante universitário, educado sobre as ideologias tradicionais, que acredita na revolução (David - Vladimir Cruz) e um artista homosexual (Diego - Jorge Perugorría) que não acredita nos ideais comunistas e que tem em sua casa todo o tipo de coisas proibidas pelo governo (tais como livros, música considerados subversivos). É precisamente todo este antagonismo que os aproxima e faz com que se construa, sobre as diferenças, uma amizade. Mais não conto...

Tive também a oportunidade de ouvir um dos actores (Vladimir Cruz) comentar o filme, a sua personagem e como são as coisas actualmente em Cuba. Para ele o filme é intemporal, poderia-se passar desde os anos 60 aos 90 e ainda assim não estaria desactualizado. Foi um filme que mexeu com os cubanos e na sua forma de ver e reagir a certas coisas mas, acrescenta, "ainda há muito que fazer em termos de mudança de mentalidades. Hoje em dia as coisas passam-se de maneira bem diferente, há mais liberdade e não tivemos qualquer problema quando o filme foi rodado em 1993. Mas claro, que, se da parte da população o filme foi aceite com entusiasmo e as reacções foram imediatas e efusivas, já com o governo não se passou o mesmo, sendo a sua reacção bastante mais cautelosa e distanciada".

Espero que vos aguce o "apetite" e que desfrutem tanto quanto eu!

03 Maio 2006

Boleias em tempos modernos!

Estava eu a ler uma revista quando um artigo sobre "boleias" me chamou a atenção!
Quem não sonhou já em pegar numa mochila, ir para a estrada, pôr o polegar de fora e partir à descoberta?! Ora aparentemente alguém se lembrou de agarrar neste sonho e transformá-lo num site. Ainda que numa vertente bem mais prática, eu atrever-me-ia mesmo a dizer que baseado na velha máxima "juntar o ùtil ao agradável", este site, tal como os próprios criadores o descrevem, permite aos condutores anunciar as boleias que irão oferecer, e onde potenciais compinchas de viagem podem procurar por elas. Desta forma as viagens tornam-se baratas ou mesmo grátis. E falo dos Hitchhikers! Fui ver o site e de facto a ideia não deixa de ser interessante e original, paga-se pouquíssimo por uma viagem onde se tem a oportunidade de conhecer gente diferente, viver uma nova experiência e sempre com o gosto de aventura.
No entanto (e porque a minha mãe me disse muitas vezes quando eu era pequena "não aceites boleias de estranhos") não posso deixar de pensar "será que nunca se deu o caso de uma pessoa não ter assim tão boas intenções?", se calhar não até porque concerteza teria sido primeira página de jornal.
Bom, mas isto foi um pequeno aparte. A verdade é que achei uma excelente ideia e merecedora de divulgação.

E porque achei a ideia tão brilhante, continuei com as minhas pesquisas. E eis que não muito dificilmente encontrei um site ainda mais interessante: boleias para animais! O objectivo é encontrar condutores que não se importem de levar animais até ao seu novo dono.

A internet não para de me surpreender com a sua vasta oferta de serviços, há para todos os gostos! É assim o mudo dos três WWWs!

01 Maio 2006

Laranja mecânica

Como o prometido é devido, aqui fica uma pequena foto reportagem do que foi por aqui o Koninginnedag!
O tempo, ao contrário do anunciado pelos metereologistas, ajudou! Estava um belo dia de Primavera. E assim começa...



Logo à saída de casa observa-se o patriotismo dos holandeses neste dia que lhes é tão querido!






Já mais perto do centro o laranja começa-se a fazer notar...



E a verdade é que: o laranja está por toda a parte!





E não são só os tugas que aproveitam qualquer pretexto para o negócio!!!



A loucura é total, parece que todos se conhecem. Tinham-me dito que era um mar de gente na rua mas nunca pensei que fosse tanta...

E seja de que forma, ou onde for,em casa à janela ou num barco nos canais, o que é presico é aproveitar este dia fantástico!

E quando dizem que se vende de tudo na rua,

não estão a brincar...






Enfim, muito fica por dizer e contar. É de facto um dia especial vivido de foma muito intensa por todos. Agora ao ver as fotos relembro imagens que ficaram por registar e momentos impossíveis de pôr em palavras ou imagens. Uma coisa é certa, há duas coisas que estão SEMPRE presentes: música (muita, muita e de todos os géneros) e cerveja (muita, muita, muita de todos os tamanhos e feitios!).
O melhor mesmo... é darem cá um saltinho no próximo ano porque, acreditem, vale bem a pena!